1 - Para uma certa parcela da população obesa, as tentativas de mudanças no estilo de vida culminam em fracassos recorrentes, particularmente nos casos mais graves onde o índice de massa corporal atinge valores superiores a 40 kg/m2(Obesidade Grau III ou Mórbida). De fato, modificações do padrão alimentar e estabelecimento de atividade física regular podem ser práticas impossíveis de se implementar a longo prazo.
2 - Nestes obesos, os inúmeros tratamentos e a oscilação ponderal, além do potencial genético, agravam o quadro clínico. A morbidade associada à obesidade grau III (hipertensão arterial, artropatias, dislipidemias, diabetes, disfunções respiratórias, etc.), gerou o termo “obesidade mórbida” que deve ser abandonado . Sem qualidade de vida e com extrema instabilidade emocional, surge a busca por um tratamento mais eficiente, o qual a medicina responde através da intervenção cirúrgica, na falta de outros tratamentos que possam suprir as necessidades dos pacientes
3 - A Cirurgia da Obesidade atualmente é o único método de tratamento realmente eficaz na perda de peso e sua manutenção no longo prazo, para os pacientes com obesidade grave (grau III ou Obesidade Mórbida). Seu grande crescimento como método de tratamento se deve ao desenvolvimento de melhores equipamentos, técnicas cirúrgicas e estudos científicos da década de 90 que mostraram que:
a. Jovens de 19 a 34 anos obesos mórbidos tem 12 vezes mais chance de morte súbita quando comparados com jovens não obesos.
b. Dos pacientes obesos mórbidos que fizeram tratamento clínico, 95% voltaram a ser obesos mórbidos após 2 anos de tratamento.
c. A Cirurgia da Obesidade é o único método de tratamento que consegue manter a perda de peso dos pacientes no longo prazo.
d. A Cirurgia da Obesidade consegue na maioria das vezes curar ou melhorar muito, várias das doenças (comorbidezes) relacionadas a obesidade (principalmente a Diabetes Tipo II)
4 - Atualmente a mortalidade caiu muito, sendo muitas vezes menor que outras cirurgias maiores, como cirurgias cardíacas, cirurgias ortopédicas, cirurgias pediátricas de grande porte, etc.
O risco de vida é o mesmo de qualquer cirurgia de grande porte (menor que 0,5%, isto é, aproximadamente, 1 morte a cada 200 cirurgias), mas existe e deve ser considerado. Por vezes a mortalidade é precedida de novas cirurgias, longos períodos em UTI (unidade de terapia intensiva), com sofrimento e pesar para todos.
A cirurgia da obesidade deve ser visto com a “última” tentativa, pois diferentemente dos tratamentos clínicos, para desfazê-la (é possível) é necessária outra cirurgia. Sempre existe possibilidade de complicações e até o óbito do paciente.
Portanto a cirurgia para tratamento da obesidade mórbida, deve ser bem avaliada pelo paciente e familiares, que devem estar cientes dos riscos relacionados.
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